Em alusão ao Dia do Trabalhador Portuário, celebrado em 28 de janeiro, a TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá – recebeu a imprensa na manhã desta quarta-feira (28) para apresentar a estrutura operacional do terminal e valorizar os profissionais que movimentam diariamente o comércio exterior brasileiro. Reconhecida como a maior contratante do Litoral do Paraná, a TCP soma atualmente mais de 1.600 colaboradores diretos, refletindo o crescimento contínuo da atividade portuária na região.
Em 2025, o terminal viveu um ano histórico ao se consolidar como o 3º maior terminal de contêineres do Brasil, superando a marca de 1,6 milhão de TEUs movimentados. O desempenho é resultado da integração entre operação de cais, planejamento de carga, áreas estratégicas e investimentos constantes em tecnologia e segurança.
Crescimento com foco nas pessoas
O gerente de Recursos Humanos da TCP, Felipe de França, destacou que o avanço da empresa está diretamente ligado à valorização e ao desenvolvimento dos trabalhadores.
“A TCP representa hoje um dos maiores contratadores do litoral paranaense, com mais de 1.600 trabalhadores contratados diretamente. Quando falamos desses colaboradores, estamos falando também de 1.600 famílias que dependem dessa atividade. O crescimento da empresa acompanha as demandas do mercado e reforça o papel do porto como elo entre Paranaguá e o mundo”, afirmou.
Felipe ressaltou ainda que a operação portuária é altamente complexa e exige qualificação constante.
“Ultrapassar a marca de 1,6 milhão de TEUs significa lidar diariamente com uma logística sofisticada, envolvendo caminhões, trens e navios. Para chegar ao nível de um operador de guindaste STS, por exemplo, existe um longo processo de formação, treinamento, segurança e desenvolvimento interno. O trabalhador é peça fundamental para que o terminal continue batendo recordes”, completou.
Ao deixar uma mensagem pelo Dia do Trabalhador Portuário, o gerente reforçou o orgulho da categoria.
“O porto conecta Paranaguá ao mundo. Ter orgulho de fazer parte dessa cadeia global, que coloca a cidade como referência nacional e internacional, é essencial. A TCP seguirá investindo em tecnologia, crescimento e, acima de tudo, segurança e desenvolvimento dos seus colaboradores.”
Operação no cais: precisão e segurança
Representando os operadores do cais, Anderson Resende da Costa, operador de guindaste STS, explicou as particularidades do trabalho realizado diretamente nos navios.
“A principal diferença do STS é que a operação acontece no navio, fazendo a carga e a descarga dos contêineres. Trabalhamos em altura, com um pouco mais de velocidade, mas o princípio é o mesmo: retirar e posicionar os contêineres com segurança”, explicou.
Com quase dez anos de experiência no terminal, Anderson reforçou que o cuidado com a carga é prioridade absoluta.
“A gente tem muito cuidado para não avariar o contêiner, não bater, não rasgar. Esse cuidado existe em todos os equipamentos, mas no STS ele é ainda mais rigoroso. Segurança e atenção são fundamentais”, destacou.
Sobre o crescimento do terminal, o operador avalia de forma positiva.
“Ano a ano a gente vê novos recordes sendo batidos. Isso é bom porque significa mais trabalho e mais oportunidades”, afirmou.
No Dia do Trabalhador Portuário, Anderson deixou uma mensagem direta aos colegas:
“Segurança em primeiro lugar. A gente tem uma família em casa esperando. Trabalhando com segurança, a gente volta para casa em segurança.”
Planejamento: o cérebro da operação
Outro setor essencial da atividade portuária é o planejamento de carga. O vessel planner Higor Laufer explicou que a função é estratégica para o bom desempenho do terminal.
“O vessel planner é o planejador de navios. Nós somos responsáveis pela alocação dos contêineres do pátio para o navio e do navio para o pátio, seguindo critérios de peso, porto de destino e tipo de carga, conforme as instruções dos armadores”, explicou.
Higor está na TCP desde os 18 anos e soma 12 anos de trajetória dentro da empresa, passando por diversas funções operacionais e administrativas.
“Foi meu primeiro emprego com carteira assinada. Tudo o que eu conquistei na minha vida está ligado ao TCP: conheci minha esposa aqui, comprei minha casa, meu carro. É um orgulho fazer parte dessa história”, relatou.
Ao falar com os jovens que ingressam no setor portuário, Higor deixou um conselho inspirado em sua própria trajetória.
“Sempre tento entregar 110% todos os dias. Se for para sair de casa e fazer só 50%, não vale a pena. A vida é hoje, então tem que ser 110% hoje, amanhã e sempre.”
Porto que gera desenvolvimento
A programação alusiva ao Dia do Trabalhador Portuário reforçou o papel estratégico da TCP no desenvolvimento econômico de Paranaguá e do Brasil. A empresa integra um dos maiores corredores de exportação de proteína animal congelada do planeta e segue ampliando sua relevância no cenário logístico global, sempre com o trabalhador portuário como protagonista dessa história.
Reportagem: João Ricardo Mura
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