As atividades pesqueiras na Baía de Guaratuba continuam a pleno vapor mesmo com as obras da Ponte de Guaratuba. A análise do Subprograma de Monitoramento Socioeconômico e Compensação da Atividade Produtiva Impactada nas Comunidades Tradicionais, desenvolvido no âmbito do Plano Básico Ambiental do empreendimento, mostra que a maior parte da atividade permanece concentrada nas áreas internas da baía, historicamente utilizadas pelas comunidades tradicionais, sobretudo para a captura de tainha e camarões.
O objetivo do subprograma é avaliar, de forma contínua e técnica, possíveis impactos da implantação da ponte sobre a pesca artesanal, atividade que sustenta econômica, social e culturalmente diversas comunidades tradicionais do litoral paranaense. O foco do monitoramento recai especialmente sobre espécies de alta relevância socioeconômica, como a tainha e os camarões, que representam parcela expressiva da renda dos pescadores.
Um dos principais instrumentos do acompanhamento é o mapeamento espacial da atividade pesqueira. Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o monitoramento foi realizado em 14 portos de desembarque, totalizando 162 datas de amostragem e a aplicação de centenas de formulários de registro de desembarque pesqueiro. As coletas semanais foram complementadas por planilhas de autorregistro preenchidas pelos próprios pescadores, garantindo ampla cobertura dos principais pontos de pesca.
QUALIDADE DA ÁGUA TAMBÉM É ACOMPANHADA – Paralelamente ao monitoramento pesqueiro, o Programa de Monitoramento da Qualidade da Água e dos Sedimentos reforça esse cenário de controle ambiental.
Cerca de 95% dos parâmetros analisados permanecem dentro dos limites legais, e não foram identificadas tendências de degradação associadas às frentes de obra. Os 5% restantes correspondem a variações pontuais já registradas antes do início das obras, associadas a pressões ambientais preexistentes da bacia, sem relação direta com as atividades de implantação do empreendimento. Nos sedimentos, 100% das amostras apresentaram concentrações de metais abaixo dos valores orientadores, indicando estabilidade das condições do fundo da baía.
Com informações da AEN
Foto: DER
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