O programa Olho Vivo, iniciativa do Governo do Estado do Paraná que integra tecnologia de monitoramento e análise de dados ao trabalho policial, já contribuiu para a apreensão de seis veículos clonados e a recuperação de 40 automóveis com registro de roubo ou furto entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.
A identificação dos veículos clonados ocorre por meio do cruzamento automático de informações de bancos de dados oficiais com registros captados pelas câmeras inteligentes instaladas em diversas cidades do Estado. Quando o sistema detecta divergências entre placa, modelo ou características do veículo, um alerta é emitido, permitindo que as equipes policiais atuem rapidamente.
Em algumas situações, as inconsistências são identificadas quando a mesma placa aparece em locais distantes em um curto intervalo de tempo, o que indica possível clonagem. O sistema também permite verificar dados como o número do chassi, comparando as informações com os registros oficiais, o que facilita a identificação de fraudes mais sofisticadas.
A plataforma funciona de forma integrada às bases governamentais, possibilitando que os agentes confirmem rapidamente a situação do veículo e adotem as medidas necessárias, incluindo abordagem e apreensão.
Segundo o superintendente-geral de Governança de Serviços e Dados, Leandro Moura, os resultados já demonstram a eficácia da ferramenta, mesmo durante a fase de expansão.
“Mesmo em fase de implementação, o Olho Vivo tem se mostrado um grande sucesso. A tecnologia já ajudou na elucidação de casos de tráfico, violência doméstica e no enfrentamento de crimes em série na Região Metropolitana de Curitiba, além de contribuir para a construção de um verdadeiro cerco digital contra criminosos”, afirmou.
O secretário da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, destacou que o uso da tecnologia e da inteligência artificial tem ampliado a capacidade de resposta das forças de segurança.
“Podemos direcionar as equipes com mais precisão, o que amplia a prevenção e a capacidade de investigação. É o uso da tecnologia pela proteção dos paranaenses”, disse.
Atualmente, o programa conta com 1.012 câmeras inteligentes instaladas em 22 municípios paranaenses, o equivalente a cerca de 65% dos equipamentos previstos nesta etapa. A implantação ocorre de forma gradual e inclui o treinamento de policiais para operação da plataforma.
O Olho Vivo é coordenado de forma integrada pela Secretaria da Segurança Pública, Secretaria das Cidades e pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados. O projeto foi desenvolvido para operar em larga escala e segue as normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
O Governo do Estado prevê investimento de R$ 400 milhões para que os municípios adquiram até 20 mil câmeras de monitoramento, com repasses a fundo perdido, ou seja, sem necessidade de devolução dos recursos pelas prefeituras. O objetivo é ampliar o monitoramento e fortalecer o combate à criminalidade em todo o Paraná.
Com informações da AEN
Foto: SESP
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