Com mais de 85% das obras concluídas, a Ponte de Guaratuba caminha para se tornar realidade após mais de cinco décadas de espera. Para o servidor público municipal de carreira Arnaldo Maranhão, a obra carrega um significado ainda mais especial: ele acompanhou de perto um dos momentos mais simbólicos da construção.
Em 2024, Arnaldo integrava a equipe do Governo do Estado como coordenador regional do Litoral e esteve presente quando a primeira estaca subaquática foi cravada na Baía de Guaratuba. O ato marcou oficialmente o início da execução da ponte.

“Eu estava lá naquele dia. Foi um momento histórico. Depois de mais de 50 anos ouvindo falar dessa ponte, ver a primeira estaca sendo batida foi emocionante. A gente sentiu que, desta vez, a obra realmente sairia do papel”, relembra.
Durante a entrevista, Arnaldo destacou que a concretização do projeto é resultado de determinação política e gestão. Ele fez questão de reconhecer o empenho do governador Ratinho Júnior na condução da obra.
“Muita gente já não acreditava mais. Havia dúvidas, críticas e até movimentos contrários. Mas houve determinação. Quando existe vontade política e seriedade na gestão, as coisas acontecem”, afirmou.
Morador do litoral e conhecedor das dificuldades históricas da travessia por ferry boat, Arnaldo enfatiza o impacto direto que a nova estrutura terá na vida da população.
“Quem mora em cidades como Paranaguá sabe o quanto essa obra é importante. Em temporada, as filas eram enormes. Muita gente deixava de vir para o litoral por causa da espera. A ponte vai transformar essa realidade.”
Para ele, a inauguração prevista para o início de abril simboliza mais do que a entrega de uma estrutura de concreto e aço.

“É uma conquista de todos os paranaenses, especialmente de quem vive e trabalha no litoral. Eu me sinto honrado de ter participado, ainda que em uma etapa, desse momento histórico.”
Com a reta final das obras em andamento, a Ponte de Guaratuba se consolida como um dos maiores investimentos em infraestrutura da história recente do Paraná — e para Arnaldo Maranhão, também como uma memória pessoal que ficará marcada para sempre.
Reportagem: João Ricardo Mura
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