A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), está ampliando o acesso à insulina Glargina por meio de um projeto-piloto voltado ao tratamento de pacientes com diabetes mellitus. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o cuidado aos pacientes que apresentam dificuldades no controle da glicemia com os tratamentos convencionais.
Desde o início da implantação, em fevereiro deste ano, o programa já beneficiou 1.802 pacientes no Paraná até o dia 20 de maio. Para atender a demanda, o Estado recebeu 19.891 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina.
O público contemplado nesta fase inclui idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1. O tratamento prevê tanto novos atendimentos quanto a migração de pacientes que utilizam a insulina NPH, conforme indicação médica.
Segundo a Sesa, a insulina Glargina possui ação prolongada de até 24 horas e contribui para um controle glicêmico mais estável, reduzindo riscos de complicações associadas à doença.
Além da distribuição do medicamento, o projeto também reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do diabetes. Entre os principais sintomas estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, fadiga, perda de peso sem causa aparente e alterações na visão.
A iniciativa ainda inclui acompanhamento médico e multiprofissional dos pacientes, permitindo avaliar os resultados clínicos e a efetividade do tratamento na rede pública de saúde.
A adoção da insulina Glargina pelo Ministério da Saúde também faz parte de uma estratégia para enfrentar a escassez mundial das insulinas humanas NPH e regular, registrada desde 2023, além de fortalecer a produção nacional do medicamento.
Com informações da AEN
Foto: SESA
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