Uma mulher procurou atendimento médico e acionou a Polícia Militar na noite do sábado (15), em Guaratuba, após conseguir fugir de uma residência onde, segundo seu relato, teria permanecido mantida em cárcere privado por aproximadamente 34 dias. O caso foi registrado no bairro Eliana.
De acordo com as informações repassadas à polícia, a equipe havia sido acionada inicialmente para atender uma ocorrência de violência doméstica nas proximidades de um posto de combustíveis. Durante o deslocamento, os policiais receberam a informação de que uma mulher havia dado entrada no Pronto Socorro Municipal.
No hospital, a vítima contou aos policiais que mantinha um relacionamento com o suspeito havia cerca de quatro meses. Segundo ela, no início de agosto, teria sido agredida pelo homem, situação que resultou na prisão dele. Após ser colocado em liberdade, os dois teriam reatado o relacionamento.
Ainda conforme o relato, depois da reconciliação, o homem teria mantido a mulher presa dentro da residência durante aproximadamente 34 dias, impedindo que ela deixasse o imóvel, inclusive para realizar tarefas simples, como estender roupas.
A vítima também afirmou que o suspeito teria bloqueado seu telefone celular para impedir que recebesse ligações e mantivesse contato com outras pessoas.
Durante o período em que teria permanecido na casa, a mulher relatou ter sido vítima de violência sexual e de diversas agressões físicas. Conforme o depoimento, ela teria sido obrigada a manter relações sexuais contra a vontade e sofrido socos e chutes no rosto, nas costas e nas pernas. Os policiais teriam constatado diversos hematomas aparentes pelo corpo. A vítima ainda relatou que era ameaçada de morte caso tentasse deixar a residência.
Segundo a mulher, na noite de sábado, o suspeito teria ingerido uma grande quantidade de bebida alcoólica e adormecido. Ela aproveitou o momento para fugir da residência e procurar ajuda. Após receber as informações sobre o local onde os dois estariam morando, a equipe policial foi até o endereço indicado pela vítima.
A residência estava com as portas abertas e apresentava sinais de abandono. Do lado de dentro, os policiais conseguiram visualizar o suspeito dormindo sobre um colchão. Os policiais deram voz de abordagem, mas ele teria resistido às ordens e retornado para o colchão, tentando alcançar um objeto que estava próximo à cama.
Diante da situação, os policiais utilizaram o Taser, para garantir a segurança da equipe e do próprio abordado. Em seguida, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil para procedimentos cabíveis.






