O fandango caiçara e a pesca da tainha são alguns dos patrimônios culturais de Paranaguá que estão registrados na oficina e no Caderno de Educação Patrimonial Marco Zero, sendo o primeiro com lançamento marcado para sexta-feira (28), na Estação Ferroviária de Paranaguá. Representantes do projeto Marco Zero, focado na restauração da Catedral Diocesana Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá, entregarão o Caderno atualizado e lançarão uma oficina virtual com o mesmo tema.
Ao todo, 13 mil exemplares serão entregues para alunos da rede pública de ensino municipal e estadual. O evento será às 19h e encerrará as atividades do município sobre mês do patrimônio. “Estamos muito felizes que este material vai chegar na mão de muitos alunos, fizemos esta tiragem de cadernos exclusiva pra eles”, declarou a responsável pelas contrapartidas do projeto, a jornalista e museóloga Fernanda Cheffer.
O encontro tem apoio da Prefeitura de Paranaguá, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secultur), e do Grupo Mandicuera, que disponibilizou gratuitamente o acervo musical de fandango para ser incluído nos vídeos. O material também foi ilustrado pelo artista parnanguara Denni Capeta. Foi uma decisão dos organizadores utilizar apenas trabalhos produzidos por artistas locais, valorizando a cultura de Paranaguá.
Na mesma noite haverá uma apresentação do Grupo Sociedade Amigos da Música (SAM) de Paranaguá e palestra sobre patrimônio, memória, cultura e preservação com a especialista em patrimônio histórico Maria Aparecida Soukef Nasser.
Mas o que é o patrimônio?
O patrimônio histórico e cultural é o conjunto de bens materiais, ou imateriais, que guardam a memória, a cultura e a identidade de um povo. Paranaguá, que é a cidade mais antiga do estado e berço da colonização do Paraná, possui um dos maiores acervos de patrimônio cultural e histórico tombado do estado. Os materiais produzidos pelo projeto contam a história local, trazendo os conceitos de educação e preservação patrimonial.
Paranaguá possui uma diversidade de bens materiais como sítios arqueológicos, igrejas, a própria Fortaleza da Ilha do Mel, o Colégio dos Jesuítas e imagens sacras, por exemplo. Já o fandango caiçara é reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde novembro de 2012.
Salvaguarda da cultura
Serão entregues 9 mil exemplares do Caderno de Educação para a rede de ensino municipal e 4 mil para a estadual. Mil exemplares ficarão à disposição na Diocese para o público em geral. Em relação à oficina, são disponibilizados três episódios divididos em patrimônio, patrimônio material e imaterial, e subcategorias do patrimônio.
Todo o acervo busca preservar a cultura regional com a explicação dos objetos, os saberes, as formas de expressão e as celebrações locais. “Estamos beneficiando a rede municipal e estadual de educação, democratizando o acesso ao conhecimento e fortalecendo o patrimônio”, concluiu Cheffer.

Etapas
O projeto Marco Zero está chegando ao encerramento da primeira fase, onde foi levantado os dados arquitetônicos do edifício e feita a prospecção nas paredes – técnica de investigação usada em restauração e arquitetura para descobrir as camadas ocultas de tinta, reboco e ornamentos em edifícios antigos.
Também foi feito o escaneamento a laser (tecnologia que usa feixes de luz para medir espaços e objetos, criando modelos tridimensionais exatos) e uma pesquisa histórica profunda a respeito do edifício e da cidade. A primeira etapa está sendo concluída com ações educativas para a comunidade sobre o tema. A próxima etapa do projeto Marco Zero será a de revitalização da Catedral, realizando as obras necessárias para preservar a cultura e história do ambiente.
“A nossa catedral tem uma relevância muito grande para a fé do povo paranaense e sobretudo para nós, parnanguaras. Fico muito feliz com as realizações do projeto Marco Zero para a preservação do patrimônio histórico da nossa cidade”, declarou o padre Emerson Zella.

Sobre o Marco Zero
O Projeto Marco Zero busca a restauração da Catedral Diocesana Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá. O prédio da igreja é tombado como patrimônio histórico e artístico do Paraná a nível estadual e federal, por pertencer ao conjunto do centro histórico de Paranaguá. Iniciado em 2023, esta primeira etapa teve como objetivo levantar informações sobre a construção histórica para planejar a execução da obra. Grande parte das ações do projeto já foram realizadas, entre elas a elaboração dos projetos de arquitetônicos e de restauro, que foram apresentados em agosto de 2026 para a comunidade e agora aguardam a aprovação dos órgãos competentes. Ações diretas para a comunidade, como a produção e distribuição gratuita do Caderno de Educação Patrimonial Marco Zero buscam a valorização do patrimônio cultural parnanguara e a ampliam as possibilidades de falar sobre o tema nas escolas da cidade.
O projeto Marco Zero é viabilizado através da Lei Rouanet, com o patrocínio da Fertipar, Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Grupo Cattalini, Terin, On Petro Combustíveis e apoio do Portos Paraná. A realização é uma iniciativa da Diocese de Paranaguá, FS4You, Inspire-C, Núcleo de Mídia e Conhecimento e Ministério da Cultura.
Serviço
Lançamento de oficina e entrega do Caderno de Educação Patrimonial do Projeto Marco Zero para a rede pública
Data: 28 de agosto de 2026 (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Estação Ferroviária de Paranaguá
Endereço: Avenida Arthur de Abreu, no Centro Histórico, junto à Praça Almirante Tamandaré
Entrada: gratuita.
Com informações da Assessoria.
Foto: Fernanda Cheffer
Difusora FM 104.7, a primeira do Litoral Paranaense.





