O Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu denúncias criminais contra 333 pessoas investigadas na Operação Panóptico, que apura a atuação de uma organização criminosa de abrangência nacional com operações coordenadas a partir de unidades prisionais. Paranaguá está entre as cidades alcançadas pela investigação, com atuação do Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com o MPPR, as denúncias são resultado das investigações conduzidas pelo Gaeco após a deflagração da Operação Panóptico, em junho deste ano. A ação inicial mobilizou aproximadamente mil policiais, distribuídos em 204 equipes, e resultou no cumprimento de 304 mandados de prisão e 255 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Ao todo, foram apresentadas 72 denúncias ao Poder Judiciário, elaboradas pelos dez Núcleos Regionais do Gaeco no Paraná. Entre eles está o núcleo de Paranaguá, ao lado de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ponta Grossa e Umuarama.
Investigação aponta atuação a partir de presídios
Segundo as apurações, os denunciados fariam parte de uma organização criminosa considerada ultraviolenta, com atuação em diferentes regiões do país e estrutura mantida, em parte, a partir de estabelecimentos prisionais.
A investigação identificou pessoas que, segundo o Ministério Público, ocupavam diferentes posições dentro da organização, incluindo integrantes da chamada alta cúpula e um dos principais líderes da facção no Paraná.
Um dos aspectos que chamou atenção na operação foi a quantidade de ordens cumpridas dentro de unidades prisionais. Conforme o MPPR, 92 mandados de busca e apreensão e 176 mandados de prisão foram cumpridos em estabelecimentos penais, justamente porque parte dos investigados já estava presa.






