Um tornado pode surgir rapidamente e atingir uma área relativamente pequena em poucos minutos. Essa característica faz com que seja muito difícil prever, com horas de antecedência, exatamente onde e quando um tornado vai ocorrer.
Isso não significa, porém, que não seja possível identificar condições atmosféricas favoráveis ao desenvolvimento de tempestades severas.
O Simepar mantém monitoramento das condições do tempo 24 horas por dia e utiliza uma série de equipamentos e informações para acompanhar a evolução das tempestades no Paraná.
Por que é tão difícil prever um tornado?
Os tornados geralmente estão associados a tempestades severas, especialmente às chamadas supercélulas.
Essas tempestades possuem uma região de rotação interna conhecida como mesociclone. Quando determinadas condições atmosféricas estão presentes e essa rotação se intensifica e se estende até o solo, pode ocorrer a formação de um tornado.
O problema está na escala do fenômeno.
Enquanto sistemas meteorológicos podem ser acompanhados em grandes áreas, um tornado normalmente possui dimensões muito menores — geralmente de centenas de metros a poucos quilômetros — e pode durar apenas alguns minutos.
Por isso, os meteorologistas conseguem identificar, com algumas horas de antecedência, regiões onde há condições favoráveis para tempestades severas e potencial para ocorrência de tornados.
Já determinar exatamente qual tempestade produzirá um tornado e qual será o ponto atingido exige acompanhamento em tempo real.
Uma grande rede de monitoramento
Para acompanhar as condições atmosféricas, o Simepar conta atualmente com uma estrutura que inclui:
* 204 estações hidrológicas;
* 103 estações meteorológicas;
* 35 estações pluviométricas;
* 10 inclinômetros, utilizados para monitoramento de movimentos;
* 3 radares meteorológicos;
* 6 sensores de raios;
* drones e aviões autônomos equipados para mapeamento;
* outros equipamentos utilizados no monitoramento ambiental e meteorológico.
Os dados coletados por essa rede são acompanhados pelos meteorologistas e ajudam a identificar mudanças nas condições atmosféricas.
Quando os modelos e as observações indicam possibilidade de tempestades severas, as informações são utilizadas para orientar os comunicados à população.
Como funcionam os alertas?
Quando existe possibilidade de tempestades atingirem determinadas regiões do Paraná, o Simepar divulga avisos meteorológicos.
O órgão também trabalha em conjunto com a Defesa Civil Estadual, que utiliza essas informações para elaborar o Boletim de Gestão de Riscos e emitir alertas à população.
Os alertas podem evoluir conforme o risco aumenta.
Aviso de tempo
É emitido com antecedência para informar a possibilidade de instabilidade e ocorrência de tempestades.
Nesse momento, o objetivo é chamar a atenção da população para a possibilidade de mudança nas condições meteorológicas.
Alerta laranja
Quando a ameaça se confirma e o risco de ocorrência de transtornos aumenta, pode ser emitido o alerta laranja.
A população deve acompanhar as atualizações e ficar atenta à evolução da situação.
Alerta vermelho
É utilizado quando existe risco muito alto e a ocorrência do fenômeno é iminente ou pode provocar impactos significativos.
Nesse estágio, a orientação é que a população siga as recomendações dos órgãos oficiais e procure um local seguro.
Alertas podem chegar diretamente ao celular
A Defesa Civil também disponibiliza o cadastramento para recebimento de alertas por SMS.
Para se cadastrar, o cidadão deve enviar uma mensagem de texto para o número 40199, seguindo as orientações do serviço.
Em situações extremas, existe ainda o Defesa Civil Alerta (DCA), que utiliza a tecnologia Cell Broadcast.
Nesse sistema, o aviso pode ser enviado diretamente para celulares que estejam na área de risco, sem necessidade de cadastro prévio.
O sistema utiliza um alerta sonoro e uma mensagem que aparece sobre outras atividades do aparelho, aumentando a possibilidade de a população perceber a situação de emergência.
Por que uma região pode receber vários alertas?
É possível que uma mesma área receba mais de um comunicado durante uma tempestade.
Isso acontece porque as condições meteorológicas podem mudar rapidamente.
Um primeiro aviso pode indicar possibilidade de instabilidade. Se o risco aumentar, novos comunicados podem elevar o nível de alerta.
Essa atualização contínua permite que a população receba informações de acordo com a evolução do fenômeno.
Previsão não é confirmação
Um ponto importante é diferenciar previsão de risco e confirmação de um tornado.
O monitoramento meteorológico pode indicar que determinado ambiente apresenta condições favoráveis para tempestades severas e até para fenômenos tornádicos.
Isso não significa que um tornado necessariamente será formado.
A confirmação ocorre posteriormente, com a análise dos dados de radar, satélite, imagens, relatos e, quando necessário, levantamentos realizados diretamente na área atingida.
Monitoramento ajuda a ganhar tempo
Embora não seja possível determinar com precisão o local exato de um tornado com muitas horas de antecedência, o monitoramento contínuo permite identificar situações de risco e preparar a emissão de alertas.
Por isso, em períodos de tempestades severas, acompanhar os canais oficiais do Simepar e da Defesa Civil é uma das principais formas de receber informações atualizadas e saber quando uma situação meteorológica pode representar risco à população.
Com informações do SIMEPAR
Difusora FM 104.7, a primeira do Litoral Paranaense.






