Durante o mês de março, as comunidades marítimas de Paranaguá receberam uma série de ações integradas voltadas ao empoderamento feminino e ao enfrentamento da violência doméstica. Passando por localidades como Amparo, Eufrasina e Piaçaguera, as atividades reuniram profissionais de saúde, segurança pública e assistência social para levar informação e acolhimento a áreas de difícil acesso.
Uma das palestras e rodas de conversa foi conduzida pela delegada da Mulher, Kemelly Lugli, com foco na identificação do ciclo da violência e nas barreiras que dificultam o rompimento de vínculos abusivos, especialmente dentro do núcleo familiar. Além da conscientização teórica, as moradoras receberam orientações práticas sobre canais de denúncia, suporte jurídico e a rede de apoio disponível no município.
Educação e saúde como portas de entrada

Para a enfermeira da unidade marítima, Viviane Malaquias Fogaça, o balanço das ações é extremamente positivo.
“O intuito é celebrar a vida de cada mulher, mas também promover o empoderamento contra todos os tipos de violência. É fundamental que elas conheçam seus direitos e saibam que existe uma rede pronta para auxiliá-las em um recomeço”, destaca a profissional.
O cuidado integral também foi reforçado pelo médico Matheus Felipe Gonçalves Toffoli, que atua no atendimento das sete ilhas da região. Segundo ele, a iniciativa permite que as mulheres aprendam a identificar sinais de abuso precocemente.
“Conseguimos levar esperança e cuidado, apresentando o que caracteriza a violência, para que elas possam chegar até nós e receber um atendimento completo”, afirma o médico, ressaltando a excelente adesão e receptividade do público nas comunidades.
Impacto comunitário e geracional
A ação não se limitou ao diálogo sobre segurança, contando também com o apoio do Hospital Paranaguá. A equipe, representada por Ana Paula do Amaral e Castro, ofereceu serviços de aferição de pressão e promoveu discussões sobre saúde mental, integrando o bem-estar físico ao emocional.

Para quem vive nas ilhas, a presença dos serviços públicos é vista como um divisor de águas. A moradora de Piaçaguera, Jandira Pereira da Silva, acompanhou atentamente as orientações.
“É uma ação muito boa. Antigamente não se via tanta violência como hoje, com casos contra mulheres e até crianças. Aprender sobre isso é necessário”, relata.
O sentimento é compartilhado pelas gerações mais novas. A estudante Esther Miranda de Oliveira, de 18 anos, vê no conhecimento uma ferramenta de transformação futura.
“É algo que vamos levar para a vida toda, para ensinar nossos filhos lá na frente e saber exatamente como ajudar alguém que precise”, conclui a jovem.
Para denúncias, disque 181 ou 190.

Com Informações Prefeitura de Paranaguá
Fotos: Matheus Campos
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