Durante entrevista concedida ao Jornal da Manhã, da Rádio Difusora FM 104.7, o prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, falou sobre dois temas sensíveis na área da saúde que têm gerado questionamentos da população: a transferência da regulação do SAMU para Curitiba e os rumores envolvendo a Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP).
Ao abordar a saída da regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Paranaguá, o prefeito explicou que a decisão não foi isolada nem recente. Segundo ele, o processo teve início ainda em 2018 e foi concluído agora, após análises e deliberações em nível estadual.
“O processo de levar a regulação do SAMU para o Estado não começou agora. Ele já tramitava desde 2018. Quando assumi a presidência do CISLIPA, em janeiro deste ano, essa discussão já estava em andamento”, explicou Adriano Ramos.
O prefeito destacou que, apesar de presidir o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (CISLIPA), a decisão não dependeu exclusivamente dele. O consórcio reúne mais seis prefeitos da região, além de contar com forte influência política do Governo do Estado.
“Eu, como prefeito de Paranaguá, fui contra a subida da regulação para Curitiba. Mas não sou o único que decide. Existe uma força política no Estado que entende que, concentrando a regulação na capital, o serviço se tornaria mais ágil”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de mobilização para que a regulação retorne a Paranaguá, Adriano Ramos foi direto ao dizer que considera a chance remota, citando como exemplo a regulação da Polícia Militar, que também foi centralizada em Curitiba e não retornou ao município.
“Eu acho muito difícil que isso volte. Da mesma forma que a regulação da Polícia Militar foi para Curitiba e nunca mais retornou. É uma decisão tomada, mesmo que a gente não concorde”, disse.
O prefeito também comentou as declarações do secretário estadual da Saúde, Beto Preto, que apontou melhora nos números e maior agilidade no atendimento após a centralização da regulação. Adriano reconheceu os dados apresentados pelo Estado, mas ponderou que, na prática, a percepção da população é diferente.
“Eles têm os levantamentos e os dados deles, tomaram a decisão e a gente respeita, mesmo não concordando. O que vamos continuar fazendo é cobrando para que o atendimento seja ágil e eficiente”, reforçou.
Ainda durante a entrevista, o prefeito esclareceu questionamentos relacionados à FASP. Adriano Ramos afirmou que não há decisão ou planejamento para o encerramento da fundação e que o município segue acompanhando a situação com responsabilidade, buscando garantir a continuidade dos serviços prestados à população.
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