O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em pronunciamento obrigatório em rede de rádio e televisão na noite deste domingo (30), que a desigualdade no Brasil “é a menor da história”, citando ações adotadas pelo governo ao longo do ano. A fala ocorreu poucos dias após a sanção da lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil mensais e cria novas cobranças para as altas rendas. As medidas passam a valer em janeiro.
Lula destacou programas como Pé-de-Meia, Luz do Povo e Gás do Povo, e relacionou essas ações à redução da desigualdade. Apesar disso, apontou que o país segue entre os mais desiguais do mundo:
“O 1% mais rico acumula 63% da riqueza do país, enquanto a metade mais pobre detém apenas 2%”.
Sobre o Imposto de Renda, o presidente afirmou que a isenção vai proporcionar economia significativa aos trabalhadores. Segundo ele, quem recebe R$ 4.800 por mês deixará de pagar cerca de R$ 4 mil por ano, o equivalente a “quase um 14º salário”. A expectativa do governo é que a medida injete R$ 28 bilhões na economia.
Para compensar a perda de arrecadação, será aplicada uma alíquota adicional de até 10% para contribuintes que ganham mais de R$ 600 mil por ano — cerca de 140 mil pessoas. Hoje, segundo o governo, esse grupo paga, em média, uma alíquota efetiva de 2,5%, enquanto trabalhadores comuns recolhem de 9% a 11%.
Lula ressaltou que a mudança é “um passo decisivo” para corrigir distorções, mas destacou que ainda há muito a avançar:
“Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos, para defender os direitos e as oportunidades de muitos”.
Com informações da Agência Nacional de Notícias
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