Uma série de explosões foi registrada na madrugada deste sábado (3) em Caracas, capital da Venezuela. Pouco depois dos relatos, o governo venezuelano afirmou que o país foi alvo de uma “agressão militar” promovida pelos Estados Unidos.
De acordo com comunicado oficial, além de Caracas, ataques também teriam ocorrido nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, atingindo alvos civis e militares. Ainda segundo o governo, a suposta ofensiva teria como objetivo assumir o controle das reservas de petróleo e minerais da Venezuela.
Estado de Comoção Exterior
Em nota divulgada pelo Palácio de Miraflores, o presidente Nicolás Maduro anunciou a assinatura de um decreto que declara Estado de Comoção Exterior em todo o território nacional.
“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, garantir o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto oficial.
“O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.”
Relatos de explosões e aeronaves
A agência Associated Press informou que ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas por volta das 2h da manhã (3h, no horário de Brasília). Segundo a agência, aeronaves também foram vistas sobrevoando a região no momento dos estrondos.
Testemunhas relataram pânico nas ruas. Pedestres correram ao ouvir os barulhos das explosões.
“O chão inteiro tremeu. Isso é horrível. Ouvimos explosões e aviões à distância. Parecia que o ar batia contra a gente”, afirmou Carmen Hidalgo à AP. Ela caminhava com dois parentes quando os sons começaram.
Pressão internacional sobre o governo Maduro
A escalada de tensão ocorre em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos sobre o governo venezuelano. Em novembro, a imprensa internacional já havia noticiado que os EUA se preparavam para iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.
À época, duas autoridades americanas disseram à agência Reuters que ações encobertas poderiam ser o primeiro passo de uma estratégia para intensificar a pressão sobre o presidente Nicolás Maduro.
Desde agosto, Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do líder venezuelano e reforçou a presença militar no Mar do Caribe. Inicialmente, a Casa Branca alegava que a operação tinha como foco o combate ao narcotráfico internacional. Posteriormente, autoridades americanas, sob anonimato, indicaram que o objetivo final seria a derrubada do governo venezuelano.
Petróleo no centro da disputa
Segundo o jornal The New York Times, os Estados Unidos têm interesse direto nas reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo. Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros venezuelanos e o presidente Donald Trump determinou bloqueios contra embarcações alvos de sanções, acusando o governo de Maduro de prejuízos aos EUA.
Até o momento, autoridades americanas não se pronunciaram oficialmente sobre as acusações feitas pelo governo venezuelano. A situação segue em desenvolvimento.
Foto: Luis JAIMES / AFP / AFP
Com informações do G1
Difusora FM 104.7, você sente a diferença.






