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Paraná consolida liderança ambiental e projeta novas metas para 2026, afirma secretário de Desenvolvimento Sustentável

31/12/2025
em PARANÁ
Foto: Assessoria

Foto: Assessoria

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O Departamento de Jornalismo da Rádio Difusora, através do Repórter João Ricardo Mura, realizou uma entrevista com o Secretário Estadual do Desenvolvimento Sustentável do Paraná – Rafael Greca.

Rafael Valdomiro Greca de Macedo (Curitiba, 17 de março de 1956), mais conhecido como Rafael Greca ou simplesmente Greca é um economista, engenheiro, urbanista, escritor, poeta, editor, historiador e político brasileiro filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Foi prefeito da cidade de Curitiba, cargo que exerceu por três vezes, tendo sido eleito em 1992, 2016 e reeleito em 2020.

Já ocupou cargos de vereador, deputado estadual constituinte, prefeito de Curitiba, deputado federal e ministro de Estado do Esporte e Turismo.

Já ocupou cargos de vereador, deputado estadual constituinte, prefeito de Curitiba, deputado federal e ministro de Estado do Esporte e Turismo.

Atualmente segue como Secretário Estadual do Desenvolvimento Sustentável do Paraná.

Confira a entrevista:

Secretário, qual é o principal resultado que o senhor destaca em 2025 na gestão do Desenvolvimento Sustentável no Paraná e por que considera esse marco tão relevante para o Estado?

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

O principal destaque de 2025 foi, sem dúvida, a realização da Conferência da Mata Atlântica, em Curitiba, que colocou o Paraná no centro do debate ambiental e climático do Brasil. Durante três dias, representantes dos 17 estados do bioma, governadores, lideranças políticas, especialistas e a sociedade civil se reuniram para discutir estratégias e compromissos concretos de preservação. O evento resultou na Carta de Curitiba, um documento histórico que foi encaminhado à COP30 e ao governo federal, consolidando diretrizes que vão orientar políticas ambientais no país.
Esse marco se soma a outros avanços importantes, como a transformação de um passivo ambiental de 25 anos – a multa aplicada à Petrobras pelo derramamento de óleo em 2000 – em investimentos reais para o futuro do Estado.

Mais de R$ 500 milhões já foram liberados pela Justiça para projetos de recuperação ambiental, dentro de um total que ultrapassa R$ 1,2 bilhão. Além disso, houve modernização da estrutura do Instituto Água e Terra, reforço da fiscalização, redução expressiva do desmatamento e registro do menor nível de emissões de gases de efeito estufa dos últimos 15 anos, confirmando a eficiência da política ambiental adotada pelo Paraná.

Em termos de políticas ambientais, quais avanços concretos o Paraná teve neste ano em áreas como preservação, combate ao desmatamento, recuperação de áreas degradadas e proteção de recursos hídricos?

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

Em 2025, o Paraná consolidou um dos períodos mais positivos de sua história ambiental. No combate ao desmatamento, os resultados são expressivos e reconhecidos nacionalmente. O Estado apresentou a maior redução do país nos últimos quatro anos, com queda de 93,7% nas áreas desmatadas, passando de 6.887 hectares para 432 hectares, segundo o MapBiomas. Esse desempenho é resultado de uma estratégia que combina tecnologia, inteligência geográfica e atuação firme em campo.

O Paraná passou a monitorar o território com plataformas de satélite que enviam alertas quase diários, permitindo ações rápidas e precisas do Instituto Água e Terra. As equipes foram reforçadas, as operações ampliadas e, com isso, 71% dos municípios registraram desmatamento ilegal zero na Mata Atlântica. Em paralelo, cerca de 75% das cidades apresentaram aumento na vegetação nativa, demonstrando recuperação ambiental real.
Outro ponto importante foi a proteção da fauna, com mais de 4,5 mil atendimentos a animais silvestres apenas este ano, entre resgates, reabilitações e reintegrações à natureza.

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

Na recuperação de áreas degradadas, o Estado entregou 22 novos parques urbanos em 2025, além de 51 já concluídos desde 2019, fortalecendo áreas de preservação, drenagem urbana e bem-estar da população. Políticas como o ICMS Ecológico e o Pagamento por Serviços Ambientais também seguem como instrumentos fundamentais para proteger mananciais e incentivar a preservação.

Como a pasta atuou em 2025 para equilibrar desenvolvimento econômico, industrialização e sustentabilidade, garantindo crescimento sem comprometer o meio ambiente?

O Paraná demonstra, na prática, que desenvolvimento econômico e sustentabilidade não são adversários, mas sim aliados. O Estado conseguiu reduzir emissões de gases de efeito estufa ao menor patamar dos últimos 15 anos e, ao mesmo tempo, avançar em industrialização, fortalecimento do agronegócio, geração de renda e investimentos.

Isso é resultado de políticas estruturadas, como o Plano de Ação Climática, o Plano de Descarbonização e o Selo Clima Paraná, que estimulam boas práticas ambientais. Na área rural, o Estado alcançou liderança nacional na validação do Cadastro Ambiental Rural, garantindo segurança jurídica ao produtor, preservação ambiental e melhor planejamento territorial.

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

Além disso, a modernização do licenciamento ambiental tornou o processo mais eficiente, digital e transparente, sem abrir mão de rigor técnico. Só no primeiro semestre de 2025, mais de 10 mil licenças foram emitidas, destravando cerca de R$ 29,5 bilhões em investimentos públicos e privados, sempre respeitando a legislação ambiental e priorizando projetos que geram emprego e desenvolvimento sustentável.

Em relação às mudanças climáticas, quais ações o Governo do Estado implementou para prevenção de desastres, eventos extremos e fortalecimento de políticas de adaptação e resiliência?

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

O Governo do Paraná estruturou um conjunto robusto de ações voltadas à prevenção, monitoramento e resposta rápida a eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais frequentes. Houve ampliação dos investimentos no Simepar, modernização de equipamentos, aquisição de novos radares meteorológicos, drones, tecnologias de alta precisão e aumento da capacidade de processamento de dados.

O Estado fortaleceu também os sistemas de alerta e resposta em parceria com a Defesa Civil, além de investimentos em mapeamento aéreo detalhado e fundo específico para ações de prevenção e recuperação. No Litoral, o programa Monitora Litoral é um marco, com instalação de novos radares, ampliação de estações de monitoramento e uma boia oceanográfica para acompanhar as condições do mar, prevenindo alagamentos, enxurradas e ressacas.

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

Tudo isso integra uma política clara de adaptação climática, proteção de vidas e aumento da resiliência das cidades paranaenses.

Que projetos o senhor destacaria como fundamentais na área de saneamento, resíduos sólidos, energias renováveis e economia verde? Houve avanços que impactam diretamente a população?

O Paraná deu saltos importantes nessas áreas. Na energia, o Estado ampliou sua matriz limpa, fortaleceu a geração solar, o biogás, as PCHs e implantou o maior parque eólico da Região Sul. Hoje, cerca de 98% da energia produzida no Paraná já vem de fontes renováveis. O programa RenovaPR transformou o campo, incentivando energia limpa, reduzindo custos dos produtores e convertendo resíduos em energia.

No saneamento, os índices do Paraná estão entre os melhores do Brasil. Um avanço emblemático de 2025 é o sistema de esgotamento sanitário da Ilha do Mel, que vai proteger o meio ambiente, a saúde pública e o turismo sustentável.

Na gestão de resíduos sólidos, o Estado avança com a criação de microrregiões, incentivando soluções modernas, redução de custos municipais, economia circular e possibilidade de geração de energia a partir de resíduos.
Além disso, o Paraná consolidou-se como referência nacional com o programa do Tecpar para validação de inventários e projetos de carbono, abrindo portas para investimentos e fortalecimento da economia verde.

E olhando para 2026, quais são as prioridades da Secretaria? O que ainda precisa ser feito e quais metas o Paraná pretende alcançar na agenda de sustentabilidade?

Para 2026, a prioridade é transformar todos esses avanços em resultados permanentes. Um dos focos será a execução plena e responsável dos recursos da indenização da Petrobras, garantindo que eles continuem fortalecendo projetos estruturantes de reparação ambiental, monitoramento e adaptação climática.

O Estado também quer manter os excelentes resultados no combate ao desmatamento, ampliar a cobertura de vegetação nativa, criar corredores climáticos e de biodiversidade, começando pelo Rio Iguaçu, conectando áreas protegidas e garantindo maior resiliência ambiental.

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

Outra meta é ampliar unidades de conservação, parques urbanos e fortalecer políticas de arborização nas cidades, garantindo qualidade de vida, melhor microclima e mais espaços verdes à população.
Segundo o secretário, o Paraná seguirá com uma gestão ambiental moderna, baseada em ciência, inovação, planejamento e parceria com os municípios, consolidando-se como referência nacional em sustentabilidade.

A Rádio Difusora agradece a disponibilidade do Secretário por nos atender prontamente, agradecemos a Assessoria do Secretário pela recepção.

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