A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realiza nesta quinta-feira (04), a partir das 14h, mais uma edição do projeto Identidade Solidária e Inclusiva, iniciativa voltada à emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) para alunos com deficiência. A ação é promovida pelo Instituto de Identificação do Paraná (IIPR), pelo NUCRIA de Paranaguá e pela 1ª Subdivisão Policial.
Nesta edição, cerca de 30 alunos especiais da Escola Professora Eva Tereza Amarante Cavani serão atendidos na Delegacia Cidadã de Paranaguá, na Rua Domingos Peneda, 2850, Vila Itiberê.
Segundo o delegado Emanuel Brandão, responsável pelo NUCRIA, o projeto garante inclusão, cidadania e respeito.
“Amanhã, a partir das 14 horas, o NUCRIA de Paranaguá, juntamente com a Primeira Subdivisão e o Instituto de Identificação, estará recebendo alunos da Escola Eva Cavani para a confecção dos documentos de identidade já no novo formato, no padrão nacional, inclusive com símbolos da deficiência correspondente a cada aluno”, explicou.
O delegado destaca que a presença do símbolo oficial da deficiência na nova CIN é fundamental para garantir acesso adequado aos serviços públicos.
“Algumas deficiências não são facilmente identificadas por quem não conhece aquela pessoa. Então, a simbologia é muito importante. O RG com o símbolo de alguma condição específica permite que essa pessoa apresente o documento em outros órgãos, facilitando a identificação, o atendimento e reduzindo o preconceito”, pontuou.
Terceira edição em Paranaguá
O projeto já vem sendo desenvolvido no município e chega agora à sua terceira edição.
“A primeira foi com alunos de um colégio público que nunca haviam feito RG. A segunda com jovens acolhidos na Unidade de Acolhimento Ana Roque, que estavam sem documentação. Além de garantir o direito ao documento, ações como essa aproximam a Polícia Civil da sociedade”, destacou Brandão.
Para o delegado, a iniciativa também ajuda a transformar a visão que crianças e jovens têm da instituição.
“Eles passam a ver que aqui é um ambiente de acolhimento, de escuta, um lugar em que podem confiar. Muitas vezes os pais, para amedrontar, ameaçam ‘chamar a polícia’, e isso cria uma imagem negativa. Projetos como esse reforçam um contato positivo e uma relação de confiança”, acrescentou.
Atividades lúdicas e integração
Durante a ação, os alunos também participam de um momento de lazer e interação com a Polícia Civil.
“Vamos ter lanche, pintura com símbolos da polícia, desenhos de viaturas para colorir, além de adesivos, balões, pipoca, biscoitos e outras guloseimas. Tudo para proporcionar um momento de diversão e aproximação”, explicou o delegado.
Convite à comunidade escolar
O delegado Emanuel Brandão aproveitou para convidar outras escolas e instituições interessadas em participar das próximas edições:
“Qualquer escola ou setor da sociedade que trabalhe com jovens, crianças ou pessoas com deficiência e queira participar de um projeto como esse pode entrar em contato com o NUCRIA. Nós organizamos uma data e realizamos todo o procedimento de documentação, junto com atividades lúdicas, fortalecendo essa relação entre polícia e comunidade”, afirmou.
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Reportagem: João Ricardo Mura






