A Polícia Civil do Estado de São Paulo confirmou que a jovem Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, natural de Paranaguá, foi vítima de homicídio após desaparecer no início de janeiro deste ano, no município de Guarujá, no litoral paulista. O desaparecimento ocorreu no dia 2 de janeiro, mas a morte foi confirmada oficialmente na quinta-feira, 19 de fevereiro, após a prisão de suspeitos envolvidos no crime.
De acordo com as investigações conduzidas pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, a jovem foi sequestrada após criminosos armados invadirem um churrasco onde ela estava acompanhada de amigos. Os suspeitos chegaram ao local especificamente à procura da vítima. Testemunhas relataram que Maria Eduarda foi levada à força e não foi mais vista desde então.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Thiago Nemi Bonametti, a análise de depoimentos, dados de telefonia e publicações feitas pela vítima nas redes sociais indicam que ela teria sido executada após ser submetida a um chamado “tribunal do crime”, prática utilizada por organizações criminosas para julgar e punir supostos rivais.
A principal linha de investigação aponta que o homicídio pode ter sido ordenado por integrantes de uma facção, que suspeitavam que a jovem tivesse ligação com outra facção, grupo rival. Conforme o delegado, publicações da vítima mencionando a facção rival teriam chamado a atenção de criminosos que atuam na região.
“Isso chamou a atenção do próprio crime organizado rival na região. Ela estava morando aqui agora e eles começaram a tentar identificar onde ela estaria, já que fazia várias menções a essa facção criminosa rival”, explicou o delegado.
Prisões e participação dos suspeitos
As investigações resultaram na prisão de três homens e uma mulher suspeitos de envolvimento direto no crime. Os nomes não foram divulgados. Entre os detidos está um integrante de facção criminosa apontado como participante direto na execução da jovem.
Outro suspeito é investigado por ter utilizado o telefone celular da vítima após o sequestro e por ter viajado ao estado do Paraná no dia seguinte ao desaparecimento, o que levantou suspeitas e contribuiu para o avanço das investigações.
Além deles, um homem de 27 anos, morador de Santos, é apontado como o autor dos disparos contra a vítima. Um suspeito de 32 anos, residente em Praia Grande, admitiu participação no sequestro e na identificação da jovem. Já um terceiro homem, de 29 anos, morador de Cubatão, teria auxiliado na movimentação da vítima após o sequestro.
Uma mulher de 24 anos, residente em Mongaguá, também foi presa após ser localizada com aparelhos eletrônicos e materiais relacionados à vítima.
Investigações e buscas continuam
Durante os interrogatórios, alguns suspeitos afirmaram que teriam sido contratados apenas para realizar a abordagem inicial e negaram participação direta na execução. No entanto, a Polícia Civil identificou contradições nos depoimentos e reuniu provas técnicas, incluindo análise de celulares, registros de deslocamento e imagens de câmeras de segurança, que apontam o envolvimento dos investigados no crime.
Mesmo com a confirmação do homicídio, o corpo de Maria Eduarda ainda não foi localizado. Equipes policiais seguem realizando buscas e diligências para encontrar a vítima e identificar outros possíveis envolvidos.
A Polícia Civil reforçou que o caso permanece sob investigação e que novas prisões não estão descartadas.
Com informações do G1






