A Portos do Paraná já movimentou 55,3 milhões de toneladas de cargas até setembro e caminha para superar a marca de 70 milhões até dezembro, o maior volume da história. O resultado representa um crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 52,1 milhões de toneladas.
Os granéis sólidos lideram as operações, com 61,5% do total, seguidos pela carga geral (25,4%) e pelos granéis líquidos (13,1%). O aumento da movimentação também se reflete no número de navios: foram 2.124 atracações entre janeiro e setembro, superando o total de 2024, que somou 2.068.
Segundo o diretor-presidente Luiz Fernando Garcia, o aumento do calado, de 13,1 para 13,3 metros, tem sido fundamental para o desempenho.
“Mais carga em um navio, sem aumento de custo operacional, desperta o interesse dos armadores em atracar nos portos paranaenses”, afirmou.
Entre as commodities, o milho é o destaque de 2025, com alta de 356% em setembro e 284% no acumulado do ano. Foram 2,9 milhões de toneladas embarcadas até setembro, o equivalente a US$ 582 milhões em FOB. Os principais destinos são países do Oriente Médio.
O farelo de soja também apresentou aumento de 13%, alcançando 5 milhões de toneladas e gerando US$ 1,6 bilhão em exportações. Os principais destinos foram Países Baixos, França, Espanha, Coreia do Sul e Alemanha.
O frango congelado manteve grande volume de exportação: 1,5 milhão de toneladas, o que representa 44% do total nacional, com valor de US$ 2,7 bilhões. O Terminal de Contêineres de Paranaguá abriga o maior pátio de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas.
Os óleos vegetais cresceram 45% em setembro e acumulam 49% de aumento no ano. A celulose teve alta de 72% no mês e 28% no acumulado.
Na importação, o destaque é o fertilizante, com 1 milhão de toneladas em setembro. O Porto de Paranaguá é o maior canal de entrada do insumo no país, responsável por 25,5% da movimentação nacional, avaliada em US$ 3 bilhões.
O trigo registrou aumento de 132% no mês, totalizando 269 mil toneladas, devido à menor produção nacional. Já os derivados de petróleo tiveram alta de 46% em setembro, contribuindo para o crescimento de 3% nos granéis líquidos no acumulado do ano.
Com o ritmo atual, os portos de Paranaguá e Antonina devem fechar 2025 com um novo recorde de movimentação, consolidando o Paraná como uma das principais portas do comércio exterior brasileiro.
Com informações da Portos do Paraná
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