A redução da alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para 1,9% fez a taxa de inadimplência despencar em todo o Paraná em 2026. Com o tributo mais barato, o número de motoristas que pagaram o imposto parcial ou integralmente em janeiro cresceu 17,8% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando à marca de 2,7 milhões de contribuintes com as contas em dia, ante os 2,3 milhões de 2025.
“Esse é mais um gol de placa do governo Ratinho Júnior, aconteceu o que a gente previu, que é: cortar o imposto pela metade aumentou a taxa de adimplência, ou seja menos gente deixou de pagar ou adiou o pagamento, além de aumentar a procura por veículos, assim afetando pouco o montante arrecadado para as prefeituras e para o Estado.”, destacou Santin Roveda, presidente do Detran-PR.
E esse aumento foi sentido em todas as cidades paranaenses. Todos os 399 municípios do Estado encerraram o primeiro mês do calendário de pagamentos com alta nos números de adimplência, conforme aponta levantamento da Receita Estadual.
O ranking das maiores altas ainda tem Guaraqueçaba (35,6%), Porto Rico (28,9%), Paranapoema (28,8%), Inajá (27,8%) e Fazenda Rio Grande (27,3%). Já entre as maiores cidades, São José dos Pinhais viu subir em 22,5% o número de veículos com o IPVA em dia até o fim de janeiro, enquanto Curitiba teve crescimento de 20,7%. Em seguida, aparece Foz do Iguaçu com 20,2% e Cascavel, Londrina e Maringá, todas com 16%.
Na mesma medida, a redução na alíquota do IPVA 2026 resultou também em uma queda na quantidade de veículos sem qualquer tipo de pagamento. Em 2025, o mês de janeiro encerrou com 1,7 milhão de carros, motos e caminhões que deixaram de pagar a primeira cota do imposto. Já em 2026, esse total caiu para 1,4 milhão — uma redução de 15%.
“É mais dinheiro no bolso dos paranaenses de todas as regiões, da capital e grandes centros urbanos até o interior e litoral. Nós também encaminhamos nesta semana um projeto para a Assembleia Legislativa para reduzir as taxas do Detran, então desonerando ao máximo o cidadão, desburocratizando e cortando na carne, mas sempre com responsabilidade fiscal e jurídica”, destacou Santin.
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