O episódio conhecido como “Águas de Março”, que atingiu o litoral do Paraná em 2011, marcou a história do estado e impulsionou mudanças importantes na prevenção de desastres naturais. Após a tragédia, o governo estadual passou a investir em sistemas de monitoramento, planejamento e alerta à população.
Na época, chuvas intensas registraram acumulados de 398 milímetros entre os dias 10 e 11 de março, provocando enchentes, enxurradas e mais de 2.500 deslizamentos de terra em cidades como Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaratuba. A tragédia deixou milhares de pessoas desalojadas e exigiu operações de resgate por terra e por aeronaves.
Depois do desastre, a Defesa Civil do Paraná passou a aprimorar sua estrutura de atuação, criando ferramentas para prevenção e resposta rápida a emergências. Entre as iniciativas está o Sistema Informatizado de Defesa Civil (SISDC), plataforma que reúne dados sobre desastres naturais e permite que os municípios registrem planos de contingência, áreas de risco e locais de abrigo.
O sistema ganhou reconhecimento internacional e, em 2015, foi premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) por contribuir para a redução de riscos de desastres.
Outra inovação foi a criação do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres, inaugurado em 2017. O espaço permite monitoramento meteorológico em tempo real durante 24 horas, fortalecendo a capacidade de resposta do estado em situações de emergência.
Além disso, o Paraná se tornou pioneiro no envio de alertas de emergência para celulares cadastrados, utilizando SMS e também aplicativos como WhatsApp e Telegram. Mais recentemente, o estado passou a utilizar a tecnologia Cell Broadcast, ampliando o alcance das mensagens de alerta à população.
As melhorias implementadas ao longo dos anos demonstram a importância de investir em prevenção, planejamento e tecnologia para reduzir impactos de eventos climáticos extremos e proteger comunidades em áreas de risco.
Com Informações Governo do Paraná.
Foto: Arquivo/Defesa Civil Estadual
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