Desde da última quarta feira (25), o bairro rural de Porto de Cima, em Morretes, está recebendo o projeto Porto de Cima Cultural, uma iniciativa gratuita de formação artística e cidadã que vai oferecer dez oficinas culturais ao longo de seis meses. As atividades seguem até agosto, no Barracão São Sebastião, com encontros semanais voltados a crianças, adolescentes, jovens e adultos.
A programação inclui teatro, breaking, desenho, música, construção de instrumentos com material alternativo, educação ambiental, turismo de base comunitária, produção de eventos e Língua Brasileira de Sinais (Libras). O projeto também prevê a criação do primeiro bloco afro da região, o Lata Afro Groove, além de ações formativas sobre letramento racial para educadores e contações de histórias afro-indígenas nas escolas.
A iniciativa foi aprovada pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, por meio do Edital Viva Cultura, e tem como foco o fortalecimento da identidade territorial, da memória negra e indígena e do acesso à cultura em comunidades historicamente invisibilizadas, como Porto de Cima e São João da Graciosa.
A expectativa é impactar mais de 10 mil pessoas direta e indiretamente, fortalecendo redes comunitárias e ampliando oportunidades de formação e geração de renda.
Confira a entrevista com a Kamylla dos Santos diretora de produção e oficineira de teatro.
Reportagem: Elisio Junior
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