A Polícia Civil do Paraná (PCPR), a Polícia Militar do Paraná (PMPR) e a Receita Estadual do Paraná (REPR) realizam nesta quinta-feira (3) uma fiscalização integrada em pontos ligados ao comércio e ao armazenamento de sucatas. O objetivo é combater a receptação e a comercialização de fios e cabos de cobre furtados.
Além de Paranaguá, as equipes estão nas ruas em Curitiba e em outros 35 municípios da Região Metropolitana e do Interior. Dos pontos selecionados, 41 ficam na Capital, 24 na Região Metropolitana e 61 no Interior. A mobilização faz parte do trabalho permanente das instituições para reduzir a circulação de materiais de origem ilícita e atuar sobre a cadeia da receptação.
“Fiscalizações como esta atuam diretamente nos pontos que podem abastecer o mercado de produtos de origem criminosa. Ao verificar a procedência dos materiais e responsabilizar quem participa dessa cadeia, reduzimos o espaço para a receptação e contribuímos para prevenir novos furtos de fios e cabos”, afirma o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach.
Durante a fiscalização, as equipes policiais verificam a procedência dos materiais encontrados, consultam registros e adotam as medidas de polícia judiciária nos casos com indícios de crime. A atuação ocorre simultaneamente em diferentes regiões do Estado.
“A capilaridade da Polícia Militar permite que as equipes atuem em diversos municípios ao mesmo tempo. Essa integração amplia o alcance da fiscalização e fortalece a resposta aos crimes que afetam a população e a prestação de serviços essenciais”, afirma o comandante-geral da PMPR, coronel Jefferson Silva.
Nos pontos fiscalizados, a REPR verifica a situação cadastral e fiscal das atividades relacionadas ao comércio e ao armazenamento de sucatas.
“A participação da REPR amplia o controle sobre esse segmento e permite verificar a regularidade dos pontos vistoriados. O trabalho conjunto protege quem atua dentro da legalidade e contribui para impedir que materiais de origem ilícita circulem no mercado”, afirma a diretora da REPR, Suzane Aparecida Gambetta Dobjenski.
Comprar ou vender fios e cabos de cobre furtados não é um negócio sem vítima: mantém os furtos lucrativos e amplia os prejuízos à população. A fiscalização fecha o cerco contra quem alimenta esse mercado. Os responsáveis são presos em flagrante. A receptação qualificada é punida com três a oito anos de reclusão e multa. O estabelecimento ainda fica sujeito ao cancelamento da inscrição estadual e à cassação do alvará de funcionamento.
O material apreendido é pesado, catalogado e vinculado aos respectivos procedimentos. As investigações seguem para identificar a origem dos objetos e outros envolvidos na receptação e na comercialização irregular.






