A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal entra nesta terça-feira (29) em uma etapa decisiva. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcou para as 14h30 o julgamento do dissídio coletivo apresentado pela instituição, após as negociações com os representantes dos trabalhadores terminarem sem acordo.
A sessão deverá analisar as reivindicações da Caixa e das entidades sindicais e poderá definir as condições para a continuidade ou encerramento do movimento grevista, que começou em 10 de setembro.
A disputa chegou ao TST depois que uma tentativa de mediação realizada na quarta-feira (23) terminou sem consenso entre a Caixa e as entidades que representam os funcionários. No dia seguinte, o banco entrou com o dissídio coletivo no Tribunal.
TST determina funcionamento mínimo durante a greve
Antes do julgamento, o ministro Maurício Godinho Delgado, relator do processo, concedeu uma decisão liminar que determinou a manutenção de pelo menos 60% dos empregados da Caixa e de suas subsidiárias em atividade em cada agência durante a paralisação.
O percentual pode ser cumprido com trabalhadores atuando de forma presencial ou remota. A Caixa havia pedido que o mínimo fosse de 80%, mas o Tribunal estabeleceu um índice menor.
A decisão também prevê multa diária de R$ 100 mil para a entidade sindical em caso de descumprimento da determinação relacionada ao efetivo mínimo. A CONTEC foi oficialmente intimada da liminar na sexta-feira (25).
Principal impasse envolve o Saúde Caixa
Entre os principais pontos de conflito nas negociações está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
Os trabalhadores rejeitaram uma nova proposta apresentada pela instituição em assembleia realizada na segunda-feira (21). Segundo informações divulgadas durante as negociações, a proposta previa mudanças na forma de custeio do plano a partir de 2027, incluindo alterações nas contribuições de titulares e dependentes.
Na proposta, a participação máxima da Caixa no custeio do Saúde Caixa passaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027. A empresa também informou que não haveria reajuste das mensalidades em 2026 e que assumiria o déficit do plano naquele ano.
A proposta, entretanto, foi rejeitada pelos empregados. Segundo dados divulgados sobre a votação, 59,3% dos participantes votaram contra, mantendo a greve por tempo indeterminado.





