O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Ícone do esporte nacional e referência mundial, ele deixa um legado marcado por recordes, talento e dedicação à seleção brasileira.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958, Schmidt ficou eternizado como um dos maiores pontuadores da história do basquete. Conhecido pelo apelido “Mão Santa”, destacou-se pela precisão nos arremessos e pela impressionante capacidade de decisão em momentos importantes.
O ex-atleta detém o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos anotados em cinco edições: Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996. Ao longo da carreira profissional, ultrapassou a marca de 49 mil pontos, sendo um dos maiores cestinhas de todos os tempos no basquete mundial.
Um dos momentos mais emblemáticos de sua trajetória ocorreu em 1987, nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, quando liderou a seleção brasileira na histórica vitória sobre os Estados Unidos, em pleno território adversário. Na ocasião, marcou 46 pontos e foi decisivo na conquista do título.
Mesmo sendo escolhido no Draft da NBA, Schmidt optou por não atuar na liga norte-americana para manter o compromisso com a seleção brasileira. Na época, jogadores da NBA não eram liberados para disputar competições internacionais, o que influenciou diretamente sua decisão.
No basquete de clubes, atuou por equipes tradicionais do Brasil, como Sírio e Palmeiras, além de ter se destacado no cenário europeu, especialmente no Juvecaserta, da Itália.
Fora das quadras, também ganhou reconhecimento como palestrante, compartilhando histórias de superação e disciplina. Em 2011, foi diagnosticado com câncer no cérebro e, desde então, passou por tratamentos e acompanhamentos médicos constantes.
Ao longo da vida, deixou frases marcantes que refletiam sua forma de encarar os desafios. Uma das mais conhecidas resume sua postura diante das dificuldades: “Não brinque com a vida. Leve a vida a sério, porque ela é única.”
A morte de Oscar Schmidt representa uma grande perda para o esporte brasileiro. Ele deixa uma trajetória histórica e um legado que seguirá inspirando gerações de atletas.
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