A paixão pelo futebol acompanha o médico otorrinolaringologista Denilson Antonio Cavazzani Szkudlarek desde a infância. Morador e profissional atuante em Paranaguá há mais de duas décadas, ele está vivendo mais uma experiência inesquecível ao lado do pai: acompanhar a Copa do Mundo diretamente dos Estados Unidos, carregando consigo um símbolo especial da cidade, a camisa do Rio Branco Sport Club.
A relação de Daniel com o futebol começou cedo. Aos 50 anos, ele recorda que sua primeira lembrança de Copa do Mundo é de 1982, quando viu os pais profundamente entristecidos com a eliminação da Seleção Brasileira diante da Itália. Naquela época, um vizinho colecionador de figurinhas lhe presenteava com os cromos repetidos pelo muro de casa, recordações que ele guarda até hoje.
Já em 1986, viveu sua primeira Copa de forma intensa. Aos 10 anos, chorou com a derrota do Brasil para a França na disputa por pênaltis. A partir daí, o futebol se tornou uma paixão cada vez maior.
O primeiro jogo da Seleção Brasileira que assistiu em um estádio foi em 1991, em Londrina, quando o Brasil venceu a Romênia por 1 a 0 em um amistoso. Natural de Terra Rica, no interior do Paraná, Daniel conta que naquela época as oportunidades de acompanhar grandes partidas eram limitadas.
Nos anos 1990, durante a faculdade em Curitiba, passou a frequentar os principais estádios da capital paranaense, como o Couto Pereira, a Arena da Baixada, o Pinheirão e a Vila Capanema. Foi também o período em que viveu momentos marcantes das Copas de 1994, 1998 e do pentacampeonato conquistado em 2002.
Já estabelecido profissionalmente em Paranaguá, começou a realizar um sonho que parecia distante na infância: viajar para acompanhar a Seleção Brasileira em diferentes competições. Em 2010, ao lado do pai e do filho adolescente, iniciou uma tradição familiar durante a Copa do Mundo. Juntos, assistiram aos jogos em Curitiba e viajaram por diversas cidades brasileiras, como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Porto Alegre.
“Foi uma experiência incrível. Poder acompanhar um evento como a Copa do Mundo ao lado do pai e do filho foi um programa de gerações que ficará para sempre na memória”, relembra.
A tradição continuou nas edições seguintes. Em 2018, os três viajaram para a Rússia para acompanhar a Seleção. Em 2022, estiveram juntos no Catar, onde tiveram a oportunidade de assistir a vários jogos graças à facilidade logística proporcionada pela realização da competição em uma única região.
Neste ano, apesar das dificuldades para conseguir ingressos, Daniel voltou a acompanhar o Mundial. Ele esteve na Filadélfia durante a partida entre Brasil e Haiti e agora está em Miami ao lado do pai. Desta vez, o filho não pôde participar da viagem devido aos compromissos profissionais.
A expectativa é positiva para o confronto da Seleção Brasileira contra a Escócia. Para Daniel, o Brasil possui uma equipe tecnicamente superior e deve avançar sem grandes dificuldades para as fases seguintes da competição.
“O Brasil tem um time melhor e deve vencer. A tendência é passar pela fase de grupos e também pelas primeiras etapas eliminatórias. A partir das quartas de final, quando as seleções mais fortes entram em confronto direto, será necessário apresentar um futebol melhor e contar também com um pouco de sorte”, avalia.
Durante toda a viagem, um detalhe tem chamado atenção: a presença da camisa do Rio Branco Sport Club. O médico faz questão de exibir o uniforme do Leão da Estradinha pelos estádios, pontos turísticos e cidades por onde passa.
“É um orgulho muito grande carregar a camisa do Rio Branco. Representar Paranaguá e o nosso futebol em um evento do tamanho de uma Copa do Mundo é um privilégio”, destaca.





