No Paraná, 179 estudantes de comunidades ribeirinhas e litorâneas dependem diariamente do transporte escolar aquaviário para chegar à escola. Em regiões onde o trajeto só é possível pela água, barcos substituem os ônibus e garantem o direito à educação.
O serviço é realizado em parceria entre Governo do Estado, União e municípios, atendendo alunos da rede estadual, municipal e conveniada que vivem em locais isolados por rios, baías ou pelo mar. Segundo o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o transporte é essencial para regiões onde a água é o único caminho, beneficiando estudantes de 23 escolas.

O transporte marítimo atende 152 alunos de Guaraqueçaba, Paranaguá e Pontal do Paraná, com cerca de 26 horas diárias de deslocamento. Já o transporte fluvial, no Noroeste, atende 27 estudantes de Porto Rico, São Pedro do Paraná e Querência do Norte, percorrendo aproximadamente 12 horas por dia.
Para Claudia Akel, chefe do Departamento de Transporte Escolar do Fundepar, o sistema elimina barreiras geográficas. Ela destaca a implantação do transporte em Paranaguá em 2022, que permitiu que alunos das ilhas Amparo e Piaçaguera continuassem os estudos no continente após o Ensino Fundamental.
O serviço é mantido com recursos do Estado, via Programa Estadual do Transporte Escolar (Pete), da União, por meio do Pnate, e dos municípios. A operação é monitorada pelo Fundepar, responsável pelos investimentos e pela gestão dos repasses.

Em 2024, foram destinados R$ 1,6 milhão para novas embarcações em Paranaguá e São Pedro do Paraná. Para a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, a parceria entre as esferas públicas garante segurança e qualidade no deslocamento.
Além da logística, o transporte adapta-se às realidades locais. Mariele de Lara Gonçalves, moradora de Taquanduva (Guaraqueçaba), relata que suas três filhas dependem do barco e que a escola compreende atrasos causados pela maré.
No Noroeste, estudantes da Ilha de Mutum, em Porto Rico, ganharam mais conforto após a substituição de barcos abertos por modelos com cabines fechadas. A mudança melhorou a segurança e protege os alunos do vento e da chuva — sem impedir que aproveitem a paisagem, como conta o estudante Gabriel Barbosa Matanovic, de 13 anos.
Com informações do Agência Estadual de Notícias






