Acabou a espera para produtores e consumidores: começa nesta quarta-feira (15), em todo o Paraná, a temporada oficial do pinhão. A liberação vale para colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente, tanto para consumo humano quanto para uso em sementeiras.
Neste ano, o período inicia mais tarde do que o habitual. Até 2025, a colheita era autorizada a partir de 1º de abril. A alteração foi estabelecida pelo Instituto Água e Terra (IAT), por meio da Instrução Normativa nº 03/2026, com o objetivo de garantir a extração sustentável e respeitar o ciclo natural da espécie.
Segundo o chefe da Divisão de Licenciamento de Fauna e Flora do IAT, José Wilson de Carvalho, a mudança também está relacionada à saúde dos consumidores. De acordo com ele, ainda era comum a coleta de pinhas verdes, impróprias para o consumo.
“Já observamos casos de pessoas coletando pinhas que ainda estão verdes, com casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Essa prática é proibida, pois pode favorecer a presença de fungos. O ideal é consumir sementes de pinhas maduras, com coloração marrom-avermelhada, que caem naturalmente das árvores”, explicou.
A nova regulamentação substitui normas anteriores e passa a ser o principal instrumento de controle da exploração do pinhão no Estado, alinhando a legislação estadual às diretrizes federais. A medida também reforça a preservação da araucária, árvore símbolo do Paraná e integrante do bioma Mata Atlântica.
Quem descumprir as regras está sujeito a multa de R$ 300 a cada 50 quilos apreendidos, além de responder por crime ambiental. A fiscalização será realizada por equipes do IAT e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) ao longo de toda a temporada.
Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do IAT, pelos telefones (41) 3213-3466, (41) 3213-3873, 0800-643-0304 ou diretamente à Polícia Ambiental pelo número (41) 3299-1350.
Impacto econômico
Além da importância ambiental, o pinhão também tem forte peso na economia paranaense. Em 2024, a cadeia produtiva movimentou R$ 25,7 milhões, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab).
Os municípios que mais se destacaram na produção foram Pinhão, Inácio Martins, Turvo, Guarapuava e Prudentópolis, consolidando a cultura como fonte de renda para milhares de famílias no Estado.
Com informações da AEN
Foto: Mauro Scharnik/IAT
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